7x02: "THE GOLDBERG VARIATION" (UM HOMEM DE SORTE



Em Chicago, Illinois, Henry Weems está sentado em uma mesa jogando pôquer com alguns amigos. Aparentemente eles são membros da máfia. Joe Cutrona, um dos amigos de Henry, está com quatro reis entre as cartas que possui. Henry pede mais cinco cartas e o homem coloca as cartas na mesa achando que ganhou de Henry, mas ele tem um Straight Flush. Henry começa a pegar as fichas da mesa, mais de US$100.000. O homem diz que ele tem que dar uma chance a ele de ganhar de volta. Dois homens do grupo de mafiosos pegam Henry e o levam para o telhado do prédio. As fichas começam a cair no chão e depois ele é jogado de cima do telhado. Henry cai dentro de um buraco, mas quando chega ao chão, levanta-se e sai andando.


Scully está saindo de um táxi no centro da cidade de Chicago e liga para Mulder. Uma plataforma subterrânea se levanta por trás da agente e Mulder aparece nela. Scully diz que ela está onde ele pediu que ela estivesse e ela se vira de frente para o parceiro. Ele começa a explicar o caso e fala sobre Joe Cutrona, que vem sendo procurado pelo FBI acusado por formação de quadrilha, extorsão e assassinato. Mulder diz a Scully que Joe Cutrona estava sendo vigiado por alguns agentes na rua e eles presenciaram a queda de um homem por 30 andares abaixo até parar no buraco da plataforma do elevador, que por acaso estava aberta naquela noite. Mulder conduz Scully até o subsolo. Ela pergunta se ele tem alguma informação sobre o homem, mas ele diz que não sabe nada sobre ele. Mulder completa dizendo que o subsolo não foi investigado minuciosamente porque cair de 30 andares e não morrer não chega a ser um crime.


Mulder sugere que o homem possui uma capacidade especial, algo como uma predisposição genética que possibilita a rápida regeneração e cicatrização dos tecidos. Scully ironiza: “E se nós estivéssemos à procura do Willie E. Coyote?” e tenta explicar dizendo que o vento poderia estar soprando de um determinado jeito ou que ele simplesmente aterrissou de uma maneira correta o suficiente para que pudesse sobreviver, ou seja, que tudo não passou de apenas um golpe de sorte. Mulder diz a ela que milhares de variáveis teriam que se converter exatamente para o mesmo ponto, para que isso acontecesse. Próximo do local, Scully encontra um carro com algumas peças de roupas de lavanderia. As rodas do carro estão quebradas, e a agente teoriza que o carro poderia estar na plataforma na hora que o homem caiu, o que explicaria as condições da roda. Segundo ela, aquele veículo poderia ter servido como uma espécie de amortecedor para a queda. Mulder começa a revirar as coisas dentro do carro e diz que eles têm que salvá-lo. Em meio a lençóis e roupas, um olho de vidro cai. “Acho que já encontramos parte dele”, diz o agente.
No bairro de Melrose Park, Mulder e Scully estão em frente a um prédio de apartamentos. Mulder toca a campainha do apartamento 313, e Scully diz que deve haver no mínimo 600 pessoas em Chicago com um olho de vidro. Mulder diz que somente um, Henry Weems, marcou consulta para adquirir um olho novo naquela manhã. Ele toca a campainha de novo, mas continua sem respostas. Scully novamente ironiza dizendo: “Talvez ele não consiga ver o caminho até a porta”. Mulder sorri enquanto uma velha senhora vem até a porta da frente e sai. O agente segura a porta, aproveitando a oportunidade de entrar antes que ela se feche. Mulder diz que sente estar com sorte.


No corredor, eles são abordados por uma mulher, Maggie Lupone, que pede ajuda, dizendo que está tendo uma emergência em seu apartamento. Os agentes correm até lá e encontram uma pia vazando, inundando todo o apartamento. Scully diz a ela que eles não são bombeiros hidráulicos, e Mulder pergunta por que Weems, o zelador do prédio, não resolveu o problema. Ela diz que ele levaria a vida inteira para fazer isso e que Mulder é mais forte que ela e deveria ser capaz de desligar a torneira. Mulder vai até a parte inferior da pia tentar consertar a válvula. O menino Richie chega e diz ao agente que ele a está virando de forma errada. Sua mãe diz a ele para sair e reafirma a mesma coisa para Mulder, que ele está virando a válvula da forma errada. Tentando consertar a torneira, Mulder espirra água pra todos os lados, ensopando-se todo. Scully está encostada no canto, tentando não dar risada. De repente, o chão de madeira quebra e Mulder cai. Scully olha através do buraco e o avista, perguntando se ele está bem. Mulder responde dizendo que seu traseiro amorteceu a queda.


Levantando-se em meio à poeira e aos destroços de madeira, Mulder encontra Henry Weems, que está usando um tapa-olho. Mulder devolve o olho de vidro a Henry, que evita perguntas e se recusa a testemunhar contra o gângster. Dentro do apartamento, eles observam um estranho mecanismo construído pelo próprio Henry que é uma perfeita descrição do mecanismo proposto por Rube Goldberg sobre a complexidade, que através de “causas e efeitos” ergue uma pessoa de madeira quando Mulder aperta uma alavanca. Tudo isso foi construído por Henry. Quando Mulder e Scully estão no hall do apartamento, ela faz uma sugestão a Mulder para que o escritório de Chicago cuide do caso e do testemunho de Weems. Scully está convicta de que Henry é só um cara de sorte. Quando os agentes deixam o prédio, um dos capangas de Cutrona sai do elevador. Mulder não encontra as chaves do carro. Desconfiando ter perdido na queda, ele volta para pegar. O mafioso entra no apartamento de Henry para matá-lo, mas ele acaba morto por causa de uma série de eventos de “causas e efeitos”. Mulder e Scully correm até dentro do apartamento para ver o que aconteceu. No apartamento de Henry, eles olham para o mafioso morto, pendurado pelos cadarços no ventilador de teto do apartamento.


Na cena do crime, ou seja, na casa de Henry, a equipe de peritos está tirando fotos do corpo pendurado e fazendo análises forenses. Mulder pergunta para o fotógrafo se ele tinha muitas daquelas fotos. O agente conta para Scully que não foi um assassinato, mas provavelmente um ataque do coração, devido ao mecanismo de “causa e efeito”. Mulder defende a sua teoria de que o mafioso se preparou para atirar, mas quando puxou o gatilho se assustou com o barulho, mudando a direção do tiro, que bateu na lâmpada, depois bateu na mesa de ferro e, quando a bala ricocheteou, Henry pulou sobre o sofá. Ele foi atrás de Henry, tropeçou e acabou pendurado pelo cadarço no ventilador de teto. Scully ri da teoria de Mulder mas aceita. Enquanto ela sorri, o corpo cai no chão. Mulder diz que esse mecanismo de “causa e efeito” está de alguma forma agindo em favor de Henry. Scully fala que o Mulder está dizendo é que Henry é um “cara de sorte”.


Richie entra no apartamento de Henry. Scully pede a Mulder para esperar um momento e vai até o menino, dizendo que ele não deveria estar ali e o leva até o apartamento onde mora. Chegando lá, ela leva o garoto para seu quarto (todo decorado com fotos e reportagens de esporte), coloca o menino na cama e conversa com ele por alguns minutos. A agente pergunta ao garoto qual o seu esporte preferido e ele diz que é beisebol, e ela diz que também gosta de beisebol. No quarto do menino há um mecanismo de Goldberg igual ao que Henry construiu, e quando Scully o aciona, o efeito final é uma pequena bola de basquete sendo lançada em uma cesta. Richie diz a ela que foi Henry quem construiu e deu a ele quando ele estava internado no hospital. O garoto conta a Scully que Henry explicou que tudo o que acontece por uma razão, mesmo que às vezes seja difícil enxergar essa razão. Scully pergunta se ele tem problemas com o fígado e Richie diz que seu fígado não funciona direito, perguntando à agente sobre o motivo de estarem atrás de Henry. Scully afirma que eles só querem fazer algumas perguntas a ele, e o menino diz que não sabe onde encontrar Henry.


Saindo do apartamento de Richie, Scully se pergunta por que alguém com tanta sorte estaria fazendo o tipo de trabalho que Henry faz e por que ele não sai e compra um bilhete de loteria.


Henry está escutando através de uma abertura na janela. Ele se encontra no quarto de Richie e está conversando com o garoto, dizendo que tudo ficará bem. Quando ele está saindo, Richie pergunta aonde ele vai e Henry diz que tem algo que ele precisa fazer, algo que vem adiando por muito tempo. Os agentes já estão do lado de fora do prédio: Scully está falando ao telefone e Mulder está dentro do carro. Ao terminar a conversa, ela entra no carro e começa a discutir o assunto com Mulder, afirmando que Henry não tem ficha criminal, que sua renda é tão pequena que não paga nenhum imposto, que não tem conta bancária, carteira de motorista, seguro e nem mesmo um cartão de biblioteca e que é um cara isolado do mundo.


Mulder está quieto escutando a parceira terminar e logo se manifesta dizendo que tudo isso começou em 1989, quando Henry sofreu um acidente aéreo e foi o único sobrevivente, embora tenha perdido um olho. O agente conta que ele tentou três vôos anteriores, mas só conseguiu uma vaga no vôo que iria se acidentar. Mulder pede para a Scully adivinhar qual o número da poltrona (treze) e o número do vôo (sete). Antes do acidente, Henry Weems tinha uma vida normal e um bom trabalho, sendo que depois ele desapareceu. Scully diz que não consegue entender o motivo do seu sumiço, já que tinha tanta sorte. Mulder diz que a única coisa que quer saber é o porquê do seu reaparecimento agora e ainda mais tentando usar sua sorte.


Henry compra um bilhete de loteria para concorrer a um prêmio de US$100.000. Ainda na lotérica, ele escuta no rádio que a polícia está à sua procura para interrogá-lo. Ele logo é interrompido por um homem que afirma que ele ganhou na loteria. Henry pergunta o que ele deve fazer para receber o dinheiro e fica sabendo que irá demorar um tempo para receber o prêmio. Decepcionado, ele joga o bilhete fora e o homem que tinha falado com ele pega o bilhete e fica feliz por ter ganhado US$100.000. O dono da lotérica diz ao homem que pegar o bilhete do lixo é a mesma coisa que roubar da loja. Henry diz que não seria nada bom que ele pegasse o bilhete, pois poderia acontecer algo de ruim. Feliz, o homem sai correndo, não ligando para os avisos, e ao atravessar a rua é atingido por um caminhão.


Na cena do crime, o dono da lotérica conversa com Mulder e Scully. Ele diz que Henry tinha ganhado originalmente o bilhete e que o jogou no lixo, mas um homem o pegou. Quando Henry viu o homem morrer, foi embora. Scully nota que para alguém que tem contato com um homem de sorte, um monte de coisas ruins acontecem. Mulder acha que esses acontecimentos fazem parte do “pacote”, e que isso teria a ver com a “causa e efeito”, onde não se é possível ter uma coisa sem a outra. Mulder diz que talvez devesse ter escutado a conversa deles e vindo comprar o bilhete. De volta ao apartamento de Henry, Mulder está olhando pela grade na parede onde provavelmente Henry estava escutando as conversas. Scully sugere uma investigação completa no prédio. Ela começará com o telhado e ele, com o subsolo. Ambos vão em direção à escada.


Quando Mulder fecha a porta do apartamento e desce, um dos mafiosos aparece e abre a porta do apartamento de Henry. Não encontrando ninguém, ele então observa pelo mesmo lugar que Mulder estava observando. Henry está esculpindo alguma coisa, e, quando escuta alguém se aproximando desesperado, pega a pequena faca e a guarda no bolso. Mulder entra no quarto e acaba encontrando Henry dentro de um tubo de ventilação, puxa-o para fora e manda que ele se sente, enquanto ele liga para Scully. Durante a conversa com o agente, o mafioso entra atirando, acertando o peito de Henry. Mas a bala ricocheteia e volta, atingindo o braço de Mulder, e logo em seguida o peito do mafioso, fazendo com que ele caia no chão. Assustada, Scully entra no quarto. Henry tira a faca de dentro do bolso, pois foi devido a ela que ele se salvou. Mulder olha para Henry admirado com tudo.


No Hospital Santa Patrícia, em Illinois, o atirador mafioso está ferido na sala de emergência. Em uma outra sala, Mulder está sendo tratado de sua ferida no braço. Scully traz um jogo de baralhos e entrega ao parceiro, que pede a Henry para puxar algumas cartas. Todas as vezes que ele tira uma, é sempre com um número maior. Mulder conclui que Henry é incapaz de perder e pergunta como é ser o homem mais sortudo do Universo. Ele diz que é um pesadelo, mas que ele não entenderia o seu pesadelo. Mulder afirma que acha que entende, e que, porém, toda vez que Henry tem alguma sorte, as pessoas à sua volta sofrem alguma coisa de ruim. Ele compara isso como sendo uma balança, algo de bom para ele e de ruim para os outros. Mulder diz que sabe que Henry vem ficando em seu lugar, quieto, mas quer saber porque ele agora está tentando usar o seu “dom”.


Mulder pergunta a ele sobre a loteria, e Henry diz que sabia que não deveria ter comprado o bilhete, mas precisava de dinheiro. Scully descobre que ele estava tentando ganhar o dinheiro para ajudar Richie. Ele revela aos agentes que ele queria mandar Richie para Inglaterra, para um programa especial de transplantes, tentando ajudar o menino, já que o tipo de sangue dele é muito raro e torna difícil achar um doador compatível. Contudo, Scully quer mandar Henry para uma custódia. Nisso Henry puxa outra carta, e agora é um rei. Ele diz que precisa proteger os outros dele, e então Mulder o deixa, pois sabe que ele não precisa de proteção. Henry sai do hospital, e começa a ser seguido por um outro mafioso do grupo. Scully acha que é possível que toda a sorte possa desaparecer de uma hora para outra e puxa a próxima carta, é um ás, que ganharia da jogada anterior de Henry. Mulder sai correndo da sala gritando pelo nome de Henry. Na saída do hospital, vê Henry e continua a gritar. Quando Henry se vira, é atropelado por um caminhão. Mulder se aproxima dele e sente o seu pulso. A mãe de Richie está falando para ele descansar, e quando o garoto se vira para ela, sua pele e seus olhos estão amarelados - ele está passando mal.


De volta ao hospital, Henry está deitado na cama. Ele está bem, exceto por alguns arranhões. Scully diz a Mulder para não dizer a ela que foi só sorte e que ele está bem. Mulder acha que é longe disso e que ele concorda com ela que as coisas podem estar mudando. Henry Weems concordou em depor contra Joe Cutrona. Cutrona está conversando com o homem que estava seguindo para matar Henry antes dele ser atropelado pelo caminhão. Durante a conversa, ele diz a Cutrona que o agente do Departamento de Justiça disse que seria emitido um mandado naquela tarde. Ele diz que Henry está vivo, e que eles não podem pegá-lo porque tem agentes e polícias no hospital. Cutrona diz que ele tem que pegá-lo. No prédio de Henry, Richie está sendo transportado para o hospital e pede à sua mãe para voltar para dentro e pegar o brinquedo que Henry fez para ele. Ela diz que irá, e que se encontrará com ele no hospital. Quando a mãe do menino está pegando as malas e o mecanismo de Goldberg, o mafioso entra no quarto e a câmera vira para o brinquedo do menino.


Maggie é seqüestrada, enquanto Richie está no hospital, muito doente e Henry o observa. Mulder e Scully entram no quarto e contam a Henry que eles não encontraram a mãe do menino. Henry afirma que foi Cutrona quem a levou e que ele faria qualquer coisa para que ele não testemunhasse. Os agentes dizem que não podem emitir um mandado porque não existem provas que atestem o seqüestro de Maggie. Scully diz que eles tentarão negociar com Cutrona. Henry pergunta quando. Mulder pergunta se, caso o que ele disse antes não fosse verdade e se a sorte dele não mudou, e que tudo está acontecendo por uma determinada razão, pode não ser e que eles não sabem o que acontecerá no final. Henry sai da sala sem dar atenção. No "R.I. Childes Pediatric Care", Mulder pergunta a Scully como Richie está indo. Ela diz que o garoto não está muito bem e que precisa de um doador o mais rápido possível. Mulder pergunta a Scully se todo mundo que acabou se envolvendo com Henry se tornou parte de sua sorte, incluindo eles dois. Scully diz que ele está agindo como se tudo aquilo fosse um dos mecanismos de Goldberg que Henry constrói. Mulder sai à procura de Maggie Lupone. Ele encontra uma lista telefônica e volta para o centro de tratamento dizendo que a sorte é a força da investigação. Para decidir aonde ir ele abre a lista telefônica e coloca o dedo aleatoriamente em um endereço, parando num anúncio para num serviço de creche. Ele repete novamente o ato e desta vez pára em um serviço de lavagem de lençóis.


Henry volta ao prédio, onde encontra Cutrona e o outro mafioso, e diz que não testemunhará se deixarem Maggie ir, mas é ignorado pelos homens que o penduram em um dos ganchos, perto da mãe de Richie, que começa a gritar para os homens deixarem-no em paz. Cutrona diz para o outro homem fazer com que ela cale a boca. Ele vai até ela, abre o local onde ela está presa e morre eletrocutado. Henry está na sala ao lado e se mexe de um lado para outro, até que a corda arrebenta e ele cai. Com isso, uma série de eventos acontecem e acaba atingindo diretamente a cabeça de Joe Cutrona. No mesmo instante a eletricidade do prédio acaba.


No hospital, Scully vê a placa "R.I. Childes Pediatric Care". Quando a luz começa a voltar, algumas letras permanecem apagadas e as letras que estão acesas formam a palavra "RICHIE". Henry ajuda Maggie quando Mulder chega com alguns policiais. Um policial entra para ver o que aconteceu. A câmera vira para o corpo de Cutrona e para seu pulso, onde tem um bracelete dizendo que ele tem o mesmo tipo de sangue de Richie. De volta ao hospital, Richie parece muito melhor e a cor de sua pele está normal novamente. Do lado de fora do quarto de Richie, Mulder pergunta a Scully quais as chances dos sangues serem compatíveis e arrisca um palpite. Scully diz que podia ser inclusive maior do que o palpite de Mulder. Ela sorri e diz que tudo acontece por uma razão, e Henry também sorri. Mulder diz a Henry que talvez a sorte dele possa estar mudando. Ainda sorrindo, Henry volta ao quarto de Richie e dá um impulso no mecanismo de Goldberg. Mulder e Scully estão olhando pela janela sorrindo, quando a bola de basquete entra na cesta.

COMENTÁRIOS

- O episódio contém o seguinte diálogo, mais uma das "pérolas" entre Mulder e Scully:
. SCULLY: Qual a sua teoria sobre isso?
. MULDER: Bem, já que você perguntou... e se ele tivesse alguma capacidade especial? Alguma predisposição genética que favorecesse uma recuperação rápida ou a regeneração de seus tecidos?
. SCULLY: Basicamente, se ele fosse Willie E. Coyote?


- Os depoimentos abaixo são do livro "all things: Official Season 7 Episode Guide", de Marc Shapiro:
Jeffrey Bell: "Eu cheguei neste episódio pensando num início em que um cara caísse de um avião a quilômetros de altura e depois caminhasse normalmente e sem ferimentos. Eu queria que a coisa toda fosse sobre sorte e azar. Desde o começo eu vi toda a trama se desenvolvendo como um dispositivo de Rube Goldberg, com a sorte se centralizando no garoto que ele está tentando ajudar. Eu sabia que o vilão morreria no final e que seus órgãos seriam perfeitos para o garoto. Quando você já tem um final, isso ajuda."

Frank Spotnitz: "O episódio tem vários momentos engraçados que estávamos com medo de fazer porque assim como há pessoas que gostam dos engraçados há pessoas que os odeiam. Mas a idéia nos pareceu tão forte que decidimos esperar um pouco para ir ao ar na temporada porque queríamos assustar as pessoas durante os primeiros episódios." (Nota do Webmaster: este episódio, apesar de ser o 7x02, foi o sexto a ser exibido na temporada)

Gillian Anderson: "Adoramos trabalhar com as máquinas, porque elas são máquinas, acabamos por fazer vários takes para ter certeza de que elas fariam o que tinham que fazer."

Chris Carter: "Quando estávamos juntos editando o episódio pela primeira vez, houve um elemento de desapontamento. Eu fiquei ouvindo que o episódio não estava sendo bem editado e que havia muitas coisas que não estavam funcionando. Muitos alarmes estavam sendo disparados durante o processo, o que fez tudo demorar mais. Comecei a ficar nervoso porque parecia que tínhamos problemas e que estávamos fazendo tudo de qualquer maneira."

Paul Rabwin se lembra que o episódio teve que ser reeditado "para que ele se movesse como queríamos. Infelizmente, quando finalmente conseguimos editar o episódio da melhor maneira, nós descobrimos que havia quatro minutos a mais que teríamos que cortar, para caber no tempo de um episódio normal." [Cenas adicionais de máquinas de Rube Goldberg foram filmadas. Uma cena adicional também foi escrita e filmada para o ato 2, onde Mulder e Scully estão no carro, discutindo a história. Isto foi meses depois e Gillian tinha mudado o cabelo. Ela teve que usar uma peruca para a cena.]

Chris Carter: "Foi apertado, engraçado, tocante e peculiar."

Frank Spotnitz: "Nós realmente tínhamos que conseguir encontrar um Arquivo X na história e, quando tudo foi dito e feito, não havia nada de paranormal naquilo. O que eu tentei dizer com a história foi que coincidências na vida podem ser coincidências ou não, mas também podem ser resultado de forças escondidas e que a sorte deve ter um desenho só dela."