7x08: "THE AMAZING MALEENI" (O INCRÍVEL MALEENI)


 


Em Santa Mônica, num parque de diversões à beira de um cais, o mágico conhecido como “O Incrível Maleeni” começa sua apresentação num show de mágica. Ele faz diversos truques básicos, todos já conhecidos. No público, um homem se exalta e começa a reclamar de que os truques que estão sendo apresentados têm 100 anos de existência e que eles querem ver algo realmente grande, algo mágico. Diante das reclamações, Maleeni anuncia um truque, e diz que o próximo a ser realizado é muito perigoso e que estará arriscando sua vida. Ele começa a mexer sua cabeça, que gira 360 graus. O público assiste todo o show impressionado, menos o homem que reclamou. Após o show, um dos empregados de Maleeni vai até o furgão para pagá-lo. Ele chama pelo mágico que está sentado e quando abre a porta do carro, a cabeça de Maleeni cai no asfalto.


Mulder e Scully estão no caso. Quando chegam no parque, vão até o furgão que está isolado no meio do cais. Scully está intrigada com o acontecido e não acredita que o truque tenha alguma ligação com o crime; já Mulder acha que se trata de um truque mágico que deu errado. Eles conseguem uma fita de vídeo de um turista que gravou o show, e nela os agentes vêem a performance de Maleeni e a pessoa que reclamou. Scully suspeita que talvez ele possa ser o assassino, mas não imaginam quem ele possa ser. Na fita eles também notam que o homem joga um copo de refrigerante fora. Encontrando o copo, eles extraem as impressões digitais, e Scully diz: “As mãos podem ser mais rápidas que os olhos, mas ainda deixam impressões digitais”. Os agentes descobrem que o rapaz se chama LaBonge e que possui antecedentes criminais por pequenos furtos. Vão até ele, que demonstra diversos truques, inclusive um semelhante ao de Maleeni, virando a mão 360 graus, e fazendo um truque que faz aparecer o distintivo de Mulder em sua mão.


LaBonge diz que Maleeni não era um mágico ruim mas que não tinha estilo e originalidade, que parecia um amador. Segundo ele, Maleeni tinha algumas dívidas. Scully acha que LaBonge pode tê-lo assassinado por ciúmes profissionais. Scully vai fazer a autópsia do corpo de Maleeni e está confusa. Ela diz que a cabeça do mágico foi cuidadosamente serrada, mas a verdadeira causa da morte seria um ataque do coração e que ele já estaria morto há um mês, pois foram encontrados sinais de que o corpo havia sido refrigerado. LaBonge vai procurar Cissy Alvarez, um homem coberto de tatuagens e que cumpriu pena com ele na prisão alguns anos atrás. Cissy diz que cortou a cabeça de Maleeni porque ele lhe devia US$20,000. LaBonge pergunta se ele gostaria de ter o dinheiro que Maleeni estava devendo, e Alvarez fica intrigado com a proposta. LaBonge diz que tudo que ele tem que fazer é ajudá-lo com seus truques.


Numa agência bancária, Mulder e Scully vão conversar com o gerente, o sr. Albert Pinchback, que é o irmão gêmeo de Maleeni, pois acreditam que talvez ele possa ter ajudado o irmão com o truque, já que foi um excelente mágico no passado. Pinchback está com um colar cervical ao redor do pescoço. Ele faz um truque com cartas para Mulder e explica que trabalhou anos atrás com o irmão. Mulder pergunta se foi ele quem se apresentou no cais de Santa Mônica, já que a autópsia revelou o contrário. Pinchback diz que recentemente sofreu um acidente no México (neste momento ele se move para trás e é possível ver que se encontra em uma cadeira de rodas e sem as pernas).


Mulder e Scully levam LaBonge até o furgão de Maleeni para analisar o material do mágico e ver se encontram alguma pista. Ele diz que o truque teria sido fácil a partir do momento que alguém estivesse desviando a atenção do publico. Eles querem saber onde o corpo poderia ter sido escondido. LaBonge levanta o assoalho do furgão e demonstra que é sólido, sem compartimentos, voltando afirmar que Maleeni devia dinheiro e que poderia ter sido perseguido e assassinado. Mulder ajuda a vasculhar o veículo e encontra uma nota promissória de 20 mil dólares. Enquanto isso, Pinchback, no banco, pergunta para o guarda pela sua arma e pede para examiná-la. Neste momento Alvarez entra e ameaça Pinchback, dizendo que quer que ele pague a dívida do irmão. Depois, um carro blindado corta a rua com velocidade e pára em frente ao banco. Os guardas escutam barulhos na parte traseira e abrem as portas, encontrando um homem mascarado e com tatuagens no braço. Um dos guardas atira, mas o homem desaparece. Posteriormente descobrimos que o misterioso homem era LaBonge, que fez falsas tatuagens e depois as tirou.


Os agentes interrogam Alvarez sobre a nota promissória, mas ele nega ter algum tipo de envolvimento no assassinato. Mulder diz para Scully que acha estar em um caso sem direção. LaBonge assiste os dois partirem de carro e faz uma ligação de emergência para a policia, entrando no local onde Alvarez está e o ameaçando. Quando a policia está chegando ele tenta fugir mas é preso. Os agentes voltam ao banco para conversar com Pinchback. Mulder se aproxima para ajudá-lo e empurra a cadeira de rodas, mas agora nota que ele tem pernas. Desmascarado, Maleeni conta que era um mágico temendo por sua vida, pois estava devendo muito dinheiro. Ele diz que foi até o irmão pedir um empréstimo e o encontrou morto, viu então uma saída para se livrar da dívida, trocar de identidade e tornar-se outra pessoa. Ele confessa ter simulado o acidente de carro e a perda das pernas. Ele está preso, mas Mulder não acredita em suas explicações. Scully recebe a informação de uma tentativa de roubo ao carro blindado. Nos documentos de autorização de saída do caminhão, consta a assinatura de Pinchback. Na prisão, a cela de LaBonge está próxima à de Pinchback (Maleeni).


De manhã no banco, o cofre está vazio. O dinheiro é encontrado no mesmo local onde Alvarez estava e o guarda reconhece as tatuagens como sendo as mesmas do homem que estava no caminhão na tentativa de assalto. Alvarez então é preso, mas diz que tudo não passa de uma armação pra cima dele. Mulder e Scully suspeitam que LaBonge e Pinchback (Maleeni) podem estar trabalhando juntos, e a desconfiança aumenta quando eles são libertados juntos sob fiança. Eles acham que LaBonge está protegendo o mágico e que desde o início tudo estava planejado. Maleeni trocou as balas da arma do guarda por balas de festim e usaram técnicas artísticas de fuga para sair da prisão, então roubaram o dinheiro do banco, esconderam na casa de Alvarez e depois voltaram à prisão. Mas Mulder diz que serão libertados, pois não existem provas. Pinchback (Maleeni) diz: "O grande mágico sempre sabe o momento de deixar o palco". Mas Mulder está com a carteira de Pinchback (Maleeni) que ele pegou na sala de provas; Scully, ainda em dúvida, pergunta: “Por que ele montou este quebra-cabeça?”.


Mulder explica que todos os truques podem ser revelados como sendo um acobertamento de uma Transferência Eletrônica de Fundos. Como um agente federal tem autorização para entrar no sistema do banco, os mágicos providenciaram o número do distintivo de Mulder (ele se lembra do truque de LaBonge com o distintivo) e a impressão do seu dedo polegar (no truque de cartas feito na primeira visita ao banco). Mulder diz que encontrou a carta e o número do seu distintivo na carteira e qualquer que fosse o plano dos dois, seria esquecido, pois não poderão fazer a transferência sem ela. Mulder explica tudo isso com a carteira de Pinchback (Maleeni) nas mãos. Mas ele ainda tem uma pergunta não respondida: “Como Maleeni fez para virar sua cabeça 360 graus?”. No corredor da delegacia os agentes estão indo embora. Scully então pára e demonstra como ela pode virar o braço dela 360 graus, como fez LaBonge. Mulder fica impressionado e deseja saber como é que ela fez isso. “Mágica”, responde a agente.

 

DEPOIMENTOS


- Os depoimentos abaixo são do livro "all things: Official Season 7 Episode Guide", de Marc Shapiro:


Vince Gilligan: "Frank queria fazer esse episódio solo sobre um mágico. Mas ele não queria ter nada nem de longe paranormal naquilo. Ele queria que fosse totalmente sobre mágica e ilusão."

Frank Spotnitz: "Descobrimos que a agência não chegou nem a informar a Ricky Jay que o queríamos. Descobrimos que Ricky Jay não poderia participar. Então descobrimos que David Blaine também não poderia. Tínhamos o script todo pronto para ser filmado e de repente não havia mágicos. Estávamos prontos para atirar em nós mesmos."

Chris Carter: "Falamos ao telefone com Ricky Jay. Ele concordou em ir até nossos escritórios para conversar sobre o script e acabou fazendo alguns truques de baralho que fez com que eu e Frank tivéssemos seis anos de idade novamente."

Gillian Anderson: "Por causa de toda a mágica, eu ficava constantemente divertida. A dificuldade com algo assim é que você tem a tendência de esquecer que as pessoas ainda sofrem com coisas ruins acontecendo com elas. Foi difícil porque muitas das falas eram irônicas e David e eu estávamos constantemente brincando com o lado cômico do roteiro. Tínhamos que nos lembrar o tempo inteiro que estávamos lidando com um assassinato."