7x12: "X-COPS" (O MEDO)


O episódio começa com um aviso que é um episódio especial de Arquivo X. Vemos a abertura da série “COPS”, acompanhada da música “Bad Boys”, do Innercicle. Na Califórnia o xerife Keith Wetzel está no carro conversando com o cameraman sobre a rotina de uma patrulha noturna. São 6:48 da noite, em Prowler Call. Ele recebe uma chamada sobre uma mulher que alega ter visto um monstro. O xerife então vai até a casa dela para averiguar mas não tem nada lá. O xerife continua a olhar ao redor do jardim, e de repente ele vem correndo, dizendo para o cameraman entrar no carro. Eles correm e o xerife grita por ajuda. Alguém começa a balançar o carro e a quebrar as janelas.


Alguns policiais vêm para tentar auxiliar o xerife e perguntar o que ele viu. Ele diz que foi apenas uma gangue, porque nem mesmo ele sabe o que realmente ele viu. Os policiais correm rapidamente para verificar um distúrbio no fim da rua: é Mulder e Scully, que estão sendo presos. Eles dizem que são agentes do FBI e são revistados e detidos antes que sejam ouvidos. Os agentes mostram suas identidades e eles finalmente acreditam que são do FBI. Mulder diz que eles estão trabalhando no mesmo caso. Os agentes vão até a porta da casa da mulher, onde eles vêem marcas de garras. Mulder conversa com o xerife sobre o que aconteceu, mas ele não revela nada sobre o que ele viu.


Uma policial diz a Mulder que a mulher que os chamou não é sã. O agente ignora a informação e diz que todos os assassinatos aconteceram quando a lua estava cheia e que isto significa alguma coisa para ele. Mulder descreve uma criatura com olhos vermelhos, dentes e garras, pega um desenho feito à mão do último assassinato e mostra para o policial. A aparência reflete a de um lobisomem. Os outros policiais acham que Mulder é louco. Ele segura o braço do xerife, que está coberto com o que parece ser marcas de mordida e pergunta por quanto tempo ele vai esconder o que ele viu. Scully tenta se esconder das câmeras. Mulder demonstra aos policiais que está falando sério e, logo depois, ele diz ao xerife que tem que ser mantido isolado e sobre guarda porque ele pode virar um lobisomem.


Um dos cameramen pergunta ao agente sobre o que ele está falando. Mulder diz a ele que está protegendo o xerife de se tornar um perigo para ele mesmo ou para outras pessoas. A policial pede para ver a identidade dele novamente. Neste momento, Scully puxa Mulder para o lado e conversa com ele. O cameraman segue os agentes. Isso deixa Scully irritada. Ela explica para o parceiro que estão na televisão e que estão gravando tudo o que ele está dizendo. Mulder ironiza e diz que não acredita que seja tv ao vivo. Scully diz que está ficando chateada com ele. Mulder sabe que está parecendo um idiota, mas ele não se importa. Ao mesmo tempo, Scully também está se passando por idiota.


Mulder pede para Scully acompanhar o xerife até o hospital. A agente liga para Skinner através do celular. Enquanto completa a chamada, pede para o cameraman que dê um tempo. O homem não dá atenção para ela e continua a filmar. Scully tenta tampar a lente da câmera com a mão. Mulder e os policiais voltam para a casa da mulher. Ela está gritando em espanhol e um dos policiais está lá fazendo a tradução. Ela começa a descrever e dar características do que poderia ser um lobisomem. O retratista que está trabalhando com ela faz um desenho de Freddie Krugger. Todos estão prontos para ir embora, e o desenhista pede companhia para voltar ao carro, pois está com medo e assustado. Quando eles estão indo embora, Mulder é parado pela mulher. Ela quer que ele encontre o monstro. O agente concorda mas não sabe o que responder.


São 8:41. Scully sai do carro e caminha até Mulder. Ela diz que o xerife foi liberado, porque as marcas de mordidas no seu braço eram, na verdade, mordidas de insetos. Mulder pergunta a Scully o que Skinner disse. Scully diz que, segundo ele, o FBI não tem nada a esconder, e nem eles. Mulder diz que agora ele não está inteiramente convencido de que se trata de um lobisomem, mas que ele não sabe o que é. Mulder e Scully seguem os policiais até uma cena de crime. Scully sai do carro e novamente o cameraman começa a segui-los. Na cena do crime eles encontram o retratista, que está morto, caído no chão, com um colete à prova de balas perfurado.
Na cena do crime, Scully diz a Mulder que o retratista Ricky tinha chamado um reboque, pois o seu pneu tinha furado e pediu para que fossem rápidos, pois se sentia em perigo. Neste momento Scully encontra unhas de mulher, cor-de-rosa e vermelho. Mulder e Scully conversam com uma pessoa que testemunhou e que ligou para o 911. Novamente os "Cops" estão de volta filmando as testemunhas, que são um casal de gays. Um deles age como a mulher e tenta se esconder da câmera o máximo possível enquanto conta aos agentes que as unhas pertencem a uma prostituta que trabalha na esquina e que a única coisa que eles viram foi um homem gritando. Quando Mulder e Scully deixam o local, um dos homens começa a cantar para câmera. No carro, Mulder e Scully discutem sobre a suspeita, que teria os cabelos combinando com as unhas cor-de-rosa. Mulder afirma à sua parceira e para o cameraman que não sabe o que estão procurando, mas que tem certeza de ser algo paranormal devido à natureza dos crimes.


Eles encontram a prostituta com cabelos cor-de-rosa. O rosto dela é escondido usando recursos de vídeo, como nos episódios de “Cops”. Ela diz que não matou ninguém e que o assassino é o seu namorado, pois ele disse que, se a encontrasse, iria torcer o seu pescoço como uma galinha, caso ela não lhe desse mais dinheiro. Já são 11:08, e Mulder e Scully, acompanhados dos policiais, deixam a prostituta na viatura e vão até o local onde o seu namorado está. Eles sabem que ele tem uma tatuagem na cabeça. Eles entram no local e encontram diversas pessoas caídas por toda à parte, bêbadas e um bebê chorando. Tem até mesmo uma mulher nua na sala. Mulder e Scully encontram o namorado dela morto de overdose. Visualmente, ele já estava morto há alguns dias. Eles escutam tiros do lado de fora e correm até lá, e, quando chegam, não vêem nada. Na viatura eles encontram a prostituta com o pescoço torcido.


Eles encontram uma bala perdida na rua e Mulder teoriza que pode ser que o xerife tenha atingido o que ele estava mirando. Mulder pergunta se o xerife irá falar com ele agora e contar o que ele viu. Quando eles conversam, finalmente ele admite o que ele acha que viu, mas que não poderia ser verdade. Segundo ele se parecia com o homem-vespa, com espinhos, como dentes que seus irmãos usavam para assustá-lo. Mulder conversa com Scully enquanto eles estão andando e diz que a primeira vítima tinha relatado que um lobisomem estava atrás dele, e tinha feridas. O xerife viu o homem-vespa e recebeu mordidas de insetos, enquanto outra vítima disse ter visto Freddie Krueger. Ele diz que eles podem está lidando com uma criatura que aparenta ser o pior pesadelo de todas essas pessoas. Mulder acha que o monstro pode procriar quando está com medo e sugere que tudo pode estar sendo causado por alguma doença que causa o medo nas pessoas. Scully pergunta como eles vão encontrar essa criatura. O agente então responde dizendo que eles precisam descobrir como ele escolhe suas presas. Scully diz a Mulder que algumas pessoas estão faltando: os gays Steve e Eddie.


São 11:48. Mulder e Scully vão ver o casal novamente e, antes de entrar, eles escutam um grito. Quando abrem a porta, descobrem que eles estavam somente tendo uma briga de casal. Eddie reclama que Steve não quer fazer amor com ele. Mulder e Scully tentam não rir. Quando já são 1:32 da manhã, eles terminam de conversar, e os agentes percebem que eles não estão em perigo, pois simplesmente não estão com medo. Mulder e Scully se encontram com o xerife, e o cameraman continua a seguir filmando. Scully diz que deseja conduzir uma autópsia na prostituta. Mulder sai com o xerife. Ele quer que o xerife fale mais alguma coisa, e ele diz basicamente que é um policial e todo mundo vai achar que é doido e que é difícil se ter uma carreira na polícia quando todo mundo acha que você é louco. Mulder insiste para que ele conte mais coisas.


São 2:47 no necrotério de Los Angeles. Scully está fazendo a autópsia na prostituta. A assistente permanece perguntando a ela coisas sobre os rumores que ela ouviu. Scully responde e diz que não é verdade. Ela está assustada e pergunta porque Scully está fazendo a autópsia naquela hora da madrugada. Scully diz que o FBI não tem nada para esconder. A mulher começa a conversar sobre os rumores de que o corpo está infectado com o hanta-vírus. Scully continua dizendo a ela que não há nada, mas ela permanece dizendo que elas deviam estar usando máscaras. Scully diz que a prostituta morreu por causa do pescoço quebrado e não por causa do hanta-vírus. A mulher fica preocupada com o que Scully acabou de dizer. A agente diz que foi apenas uma figura de linguagem. A mulher de repente começa a ter uma hemorragia no nariz e cai no chão. Scully diz para o cameraman chamar os paramédicos.


Mulder e o xerife chegam e Scully conta a eles o que aconteceu. As suspeitas deles se confirmam. A mulher morreu com sintomas que pareciam como se ela estivesse com o hanta-vírus, porque estava com medo dele. Mulder diz a Scully que talvez não seja essa a causa, porque ela não estava temendo por sua vida e sim temendo a morte. Quando percebem, o xerife sumiu. São 4:48. O xerife sai à procura do monstro. Ele e o cameraman entram na casa e escutam um som como se alguém estivesse sendo jogado na parede. O xerife diz que vai pedir reforços, e quando tentam sair a porta não abre. De repente a fita pára. Mulder, Scully e os policiais encontram o carro do xerife em frente da casa. Eles param e vão até o interior da casa. Os oficiais abrem um dos quartos e encontram dois membros do “Cops” presos num armário. Eles estão assustados e gritando.


Eles escutam alguém gritando e seguem a voz até o andar de cima. É o xerife que está preso dentro de um quarto, mas a porta está trancada. Mulder não consegue abrir a porta. O agente diz que, se ele não estiver com medo, nada poderá machucá-lo. O xerife continua gritando. Finalmente Mulder abre a porta e encontra o xerife, que está vivo. O sol está nascendo. Os agentes estão conversando. Scully pergunta se o que quer que estivesse atacando as pessoas parou. Mulder responde a parceira que talvez ele tenha ido embora até a próxima lua cheia e que existe medo suficiente no mundo, e que se a criatura não aparecer em Willow Park, aparecerá em algum outro lugar. Scully retruca e diz a Mulder que ele não conseguiu a prova que queria. Mulder aponta para a câmera e diz que tudo isso depende da maneira que eles irão editar.

 

COMENTÁRIOS

- Os depoimentos abaixo são do livro "all things: Official Season 7 Episode Guide", de Marc Shapiro:


Vince Gilligan: "Eu assisto Cops há anos. Eu adoro."

Frank Spotnitz: "Estavámos com medo de fazer porque Vince queria fazer em vídeo, que é a maneira em que a série Cops é feita. E o que descobrimos durante esses anos foi que muitas coisas assustadoras que criamos foi usando filmes. Nós também sabíamos que fazer um episódio ao estilo de Cops, que essencialmente elimina cortes e edições, seria um grande desafio."

Chris Carter: "Vince queria há muito tempo fazer um episódio de Cops e naquele ponto parecia mais e mais que nós só tínhamos onze episódios a fazer na série e que o tempo estava passando rápido. Então pareceu que era a hora certa."

Frank Spotnitz: "O que percebemos foi que, pelo fato de ser em vídeo, nós não podemos mostrar o monstro porque apareceria em Cops e aquilo mudaria o mundo. Mas tivemos a idéia de que o vídeo não pode capturar tudo e que algumas coisas estão totalmente na cabeça da pessoa. Isso se tornou o monstro perfeito para um episódio filmado em vídeo."

Gillian Anderson: "O que surpreendeu a todos foi que levou muito pouco tempo para filmarmos tudo. Nós basicamente fizemos uma ou duas cenas de alguma coisa e só. Uma noite filmamos três páginas e meia de um roteiro em duas horas."

FATO: O número médio de edições num episódio de Arquivo X é de 800 a 1200. O número total de edições no primeiro corte de 'X Cops' foi 45.