7x17: "ALL THINGS" (todas as coisas)


O som fraco da água caindo em pingos solitários é ouvido. O barulho ecoa suavemente enquanto o rosto de Scully é mostrado. Uma fraca luminosidade que vem de cima parece dançar. Ela se encontra em um banheiro. Scully está observando seu reflexo no espelho da pia. Ela veste sua blusa, endireita e abotoa sua saia, terminando de se vestir.


"O tempo passa em momentos. Momentos que passam avassaladores definem o caminho de nossas vidas, bem como certamente nos conduzem para um fim. Quão raramente nós paramos para examinar esse caminho. Para ver as razões por que tudo acontece. Para considerar se o caminho que nós pegamos na vida é feito por nós mesmos ou se é simplesmente um no qual somos jogados com os olhos fechados. Mas e se pudéssemos parar? (Scully pára e observa alguma coisa) Parar para observar cada momento precioso antes que ele passe? Poderíamos então ver a encruzilhada sem fim na rua que molda nossas vidas? E vendo estas escolhas... Escolheríamos outro caminho?"


A claridade que entra pela janela é parcialmente desviada pelos galhos de uma árvore. No interior de um quarto, Scully curva-se para pegar sua jaqueta, que está colocada sobre uma cama. A agente se encolhe dentro da jaqueta, e a câmera se movimenta lentamente. Os olhos de Scully estão fixos em alguma coisa. A imagem fica detida nela por alguns segundos, até que ela sai. A câmera caminha pelo quarto, focalizando a cama, que mostra que alguém está dormindo envolto numa confusão de lençóis amarrotados. A imagem avança para um braço exposto e finalmente focaliza a face de Mulder, que permanece na tela enquanto ouve-se o barulho da porta sendo fechada. A água continua a pingar na pia do banheiro.


63 horas antes, no escritório dos Arquivos X, uma música vem do CD player de Mulder. Uma luz se aproxima e, quando a câmera gira, percebe-se que a luminosidade vem do retroprojetor que Mulder está usando. A música que se ouve:


"Veja as estrelas quebradas
No meio da noite
Nada restou para mim aqui
Foi tudo levado embora
A chuva impulsiona
As construções deslizam
O céu se transforma"


Scully chega, trazendo o almoço. Quando ela começa a conversar com Mulder, ele levanta a mão pedindo que ela espere. Ela então vai até o rádio e o desliga. Scully conta que pediu ao laboratório para apressar os resultados da autópsia do caso que eles estavam investigando, isso se ele estiver interessado em saber. Ele diz que escutou o que ela disse. Ela começa a tirar comida do pacote que trouxe enquanto relata que Szczesny morreu de overdose, mas não por causa de inalação de ectoplasma como Mulder sugeriu, e sim por causa de uma mistura alcoólica que ela e uma amiga consumiram quando tentavam representar "A Bruxa de Blair". Mulder acha que o fato pede mais investigação, mas Scully não pensa o mesmo. O agente diz que isso não importa. Ele mostra a ela, usando o retroprojetor, as fotos geradas por computador que mostraram círculos no milharal, explicando que os modelos são calculados por um avançado software. Quando ele diz que quer ir até onde o próximo círculo surgirá, percebe que Scully não o está escutando. Tentando chamar sua atenção, fala que está super-excitado, mas ela ainda não o escuta. Então o agente diz que ela não o está escutando, mas ela insiste que está. Ele quer ir para Inglaterra e deseja chegar lá cedo, mas ela não está disposta a acompanhá-lo. Mulder, decepcionado, afirma que vai cancelar a passagem dela.


Scully está no Hospital Geral de Washington pegando os raios X da autópsia, em câmera lenta. O raio X no envelope não é de Szczesny, e sim de D. (Daniel) Waterston. Scully pergunta à enfermeira o que aconteceu e vai pegar o raio X certo. Por conhecer Waterston, ela vai vê-lo. Ele está dormindo. O médico a encontra no quarto e relata as condições do paciente, contando também que Waterston falou sobre ela. Scully acha que tudo não passou de um engano. Waterston é médico, e foi professor de Scully. Ele fez seu próprio diagnóstico de uma infecção respiratória que lhe causava dor peitoral.


Scully está em casa, quando a filha de Waterston liga, dizendo que o médico contou ao pai dela que ela estivera lá e que agora ele quer vê-la. A jovem acrescenta que isso, contudo, não quer dizer que ela vá aceitar Scully na vida do pai. A agente recebe uma ligação em outra linha. É Mulder. Ele está se aprontando para viajar para Inglaterra, e pede que ela entre em contato com uma curandeira espiritual que procura por círculos, iguais aos que ele vai procurar. Ela diz que estará fora naquela noite. Ele fica sentido. Ela pede que ele deixe a informação registrada na secretária eletrônica e promete que depois verá o que pode fazer.


Scully vai até o hospital para ver Daniel. Primeiramente, entra no quarto errado (304 e não 306). Ela pede desculpas para a mulher que está internada neste quarto. Indo ao quarto certo, Scully pergunta a Daniel como ele chegou até a capital, e ele diz que é uma longa história, pedindo que ela segure a sua mão. Eles conversam. Daniel sente falta dela. Scully teve um caso com ele quando estava na faculdade de Medicina. Ela o deixou para não arruinar a família dele, arrasando-o. Ela só foi até lá para conferir se ele estava bem. Daniel diz que sabe que deve ter sido difícil para ela cruzar aquela porta, mas mesmo assim ela veio, o que significa alguma coisa para ele.


A agente está no carro quando seu celular toca. É Mulder, que ironiza afirmando pensar que a ligação cairia na secretária eletrônica. Ele passa a ela o local onde deverá buscar as informações que ele necessita. De repente, em câmera lenta, Scully vê uma mulher caminhando na frente do carro dela, e pisa bruscamente no freio. Quando ela olha em volta, primeiro não vê ninguém, mas depois enxerga uma mulher se distanciando, sem nenhum ferimento.


Scully visita a mulher que estuda círculos, Collen Azar. Ela não deseja prolongar a conversa, mas Collen lhe dá conselhos de qualquer forma, dizendo: "Existe uma grande inteligência em todas as coisas. Acidentes, ou quase acidentes, muitas vezes nos fazem lembrar de que nós precisamos manter nossas mentes abertas às lições que isto nos dá. Você pode querer levar as coisas com mais calma." Caminhando para o carro, Scully deixa cair os papéis que a mulher lhe passou. Eles caem no chão em câmera lenta. Ela observa as figuras dos círculos nas plantações, quando seu telefone toca.


No hospital, Daniel está acordado. Ele a chama de “furacão Scully” quando ela entra, e pede que ela diga ao médico que as doses de remédio que ele está prescrevendo para si mesmo estão certas. Ela concorda que estão. O médico sai. A filha de Daniel conversa com ela antes de sair: "Você parece ser tão racional, e talvez você saiba menos do que aparenta." Daniel diz a Scully que a filha está passando por problemas e que está muito zangada. Scully pergunta como ela descobriu sobre eles. Ele fala para ela que tem coisas que ela não sabe, coisas das quais ele não se orgulha. Conta que, depois que ela o deixou, as coisas pioraram em casa. Foi difícil para ele quando ela foi embora. Ele se distanciou da família e logo estava divorciado.


Foi nesta época que ele se mudou para Washington, há quase dez anos atrás. Lágrimas começam a cair do rosto de Scully. Ela percebe que ele se mudou para Washington por causa dela. Ele diz que sabe que agora ela tem uma vida. A agente retruca, afirmando que ele não sabe o que ela tem, e que somente descobriu que ele estava lá por causa da confusão dos raios X. Daniel pergunta o que ela quer. Ela responde que quer tudo que ela deveria querer nessa época de sua vida, e que talvez ela queira a vida que não escolheu. Daniel pede que ela segure sua mão novamente. Ela se deita e coloca a cabeça na cama dele, quase adormecendo. De repente, escuta o monitor do coração de Daniel. Ele está tendo uma parada cardíaca. Chorando, Scully tenta salvá-lo, enquanto chama por uma enfermeira para ajudá-la. A enfermeira finalmente chega e com a ajuda de Scully coloca o coração dele batendo outra vez.


Scully vai ver Collen novamente, querendo perguntar sobre o que ela quis dizer com “levar as coisas com mais calma”. Conta a ela que tem um amigo que está doente, e que tinha um estranho sentimento no começo do dia de que ele poderia estar morrendo em decorrência de uma condição que ninguém percebe. Collen acha que Scully pressentiu alguma coisa. Ela explica para a agente sobre o sentimento que as pessoas têm sobre a aura, e que ela deve ter visto a dor do amigo. Onde há dor, existe uma necessidade pela cura – fisicamente, mentalmente e espiritualmente. Scully diz a Collen que ele tinha um problema cardíaco. Ela esclarece a Scully que quando nós possuímos uma culpa, um medo ou uma dor, isso cria uma desbalanceamento que nos faz esquecer de quem somos. Ela diz que sabe que é difícil para a agente aceitar isso, e pergunta se ela quer chá.


Collen relata a Scully que era uma vidente de sucesso, mas que não estava feliz com sua carreira. Ela estava distante do mundo e dela mesma, e literalmente morria por dentro. Dois anos antes, descobriu ter câncer de mama. A doença chamou sua atenção e fez com que ela saísse do caminho autodestrutivo que percorria, assim como a fez perceber que estava num campo que tinha pouco significado para ela. Isto permitiu que ela fosse feliz de uma forma que ela nunca pensou poder ser na vida. Scully pergunta como tudo aconteceu. Collen conta que foi apresentada a um curandeiro que a ajudou a ver a doença como ela realmente era. Então, começou a perceber que o câncer tinha vindo como uma remissão. Ela diz a Scully que sabe que ela ainda não está convencida, e quer alguma prova para levar consigo mesma.


Scully vai até o hospital com flores para Daniel, que está em coma. A filha dele está lá e fica com raiva dela, perguntando se ela tem alguma idéia do inferno que criou na vida deles. Scully diz que ela foi embora justamente para evitar isso. A agente sai do hospital, e a cena é em câmera lenta. A música do CD de Mulder está tocando ao fundo. A mulher misteriosa caminha perto de Scully, que não a vê a princípio. Ela finalmente se vira e observa a mulher. Scully vai até uma porta que a conduz à entrada de um templo budista. Do lado de dentro, a agente se ajoelha em frente a uma estátua e tem uma visão. Ela vê uma luz e imagens dela mesma, de sua família e também de Mulder. Vê o Canceroso e Emily. Então vê Daniel deitado e enxerga o coração dele, que está preto, através de seu peito.


Scully leva Collen e o curandeiro até o hospital. Eles trazem um homem que coloca as mãos sobre o peito de Daniel para curá-lo. O médico entra e começa a pedir explicações, mas a filha de Daniel dá a permissão para que o homem continue, já que é uma possibilidade de ajudá-lo. O curandeiro diz a eles que Daniel está pronto para ir para o outro lado, mas tem alguma coisa o prendendo. Negócios que ele não terminou, alguma coisa que ele precisa liberar. Scully está na sua cozinha, de robe, fazendo chá, ouvindo a mesma música que tocou anteriormente. É um sonho. Ela está no quarto de hospital, olha para a cama e vê a si própria. A música que se ouve:


"Escute a chuva cair
Olhe o vento vindo em meus olhos
Veja a tempestade que irrompe
Agora nada
Fale comigo, baby
No meio da noite
Fale comigo."


Scully acorda com o telefone tocando. Ela sai da cama e atende. É Maggie, que diz para ela ir ao hospital o mais rápido possível e depois desliga o telefone. No hospital, Daniel está acordado. Scully confessa a ele que acredita que a cura espiritual salvou sua vida, mas ele acredita na Ciência e na Medicina. Então, propõe a ela que eles comecem uma nova vida juntos. Ela não aceita, e afirma que ele precisa se responsabilizar pelos ferimentos que causou à sua família, que não pode mais fugir da verdade como vem fazendo por dez anos. Daniel diz que foi tudo por ela, que ela é tudo que ele quer. Ignorando-o, ela fala que talvez ele esteja vivo agora para consertar as coisas com a filha. Ele a compara com sua filha, dizendo estar desconhecendo as atitudes da Scully que ele conheceu. A agente diz que realmente ela é diferente agora, e que ela não havia percebido isto até que o encontrou novamente. A filha dele está escutando tudo, e Scully finalmente sai.


Scully está caminhando quando vê a mulher novamente. Em câmera lenta, ela corre até a mulher e a segura pelo ombro. A mulher se vira, mas na verdade é Mulder, que acabou de chegar da Inglaterra e que não encontrou nenhum círculo por lá. Ela diz que às vezes nada acontece por alguma razão e o chama para tomar um chá.


Os agentes estão sentados no sofá do apartamento de Mulder. Scully está cansada, e eles conversam:


MULDER: Eu só acho difícil de acreditar.
SCULLY: Em qual parte?
MULDER: Na parte em que eu fiquei fora por dois dias e sua vida inteira mudou.
SCULLY: Hum, eu não disse que a minha vida inteira mudou.
MULDER: Você falando com Deus em um templo budista, Ele falando de volta.
SCULLY: Eu não disse que Ele falou de volta. Eu disse que tive uma espécie de visão.
MULDER: Bem, para você isso soa como se tivesse um filho de David Crosby.
Mulder olha para ela.
MULDER: O que é?
SCULLY: Eu já considerei passar a minha vida inteira com este homem. O que eu teria perdido...
MULDER: Eu não acho que você possa saber. Quero dizer, quantas vidas seriam diferentes se nós fizéssemos diferentes escolhas? Nós não sabemos.
SCULLY: E se houvesse somente uma escolha? E todas as outras fossem erradas? E se houvesse sinais ao longo do caminho, para prestarmos atenção?
MULDER: Todas as escolhas iriam nos guiar para este exato momento.
Scully deita a cabeça próxima ao ombro de Mulder, adormecendo.
MULDER: Uma escolha errada e nós não estaríamos sentados aqui, juntos. Bem, isso diz muito. Diz muito mesmo. Eu quero dizer, provavelmente mais do que nós estamos tentando dizer a essa hora da noite.


Mulder se vira para Scully e vê que ela está dormindo, com a cabeça apoiada em seu ombro. Ele olha para ela carinhosamente, pega uma coberta e a cobre, enquanto uma música suave toca ao fundo. O agente tira uma mecha de cabelo que cai sobre a face da parceira e a fica observando por alguns instantes. Mulder se levanta enquanto a câmera caminha em direção ao aquário, mostrando uma pequena estátua de Buda.

 

COMENTÁRIOS

 

- Este episódio foi escrito e dirigido por Gillian Anderson.

- A música que se ouve neste episódio inteiro é do artista americano Moby e se chama "The Sky Is Broken".

- Os depoimentos abaixo são do livro "all things: Official Season 7 Episode Guide", de Marc Shapiro:

Gillian falou a Chris Carter sobre escrever e dirigir na época da 6a. temporada.

Chris Carter: "Estávamos, é claro, querendo ajudar. Você quer ajudar estas pessoas que adicionaram coisas à série e dar a elas uma chance de ir para o próximo nível criativo."

Gillian Anderson: "[sobre as ofertas para dirigir séries de tv a cabo]: "Ocorreu a mim que o melhor cenário para mim seria aprender com o que estava bem na minha frente e com o que eu estava mais familiar. Eu falei sobre isso com minha agente e ela me perguntou se eu tinha algumas idéias."

Gillian Anderson: "Um certo conceito começou a se formar, e assim que eu saí do telefone com minha agente, eu simplesmente escrevi a trama completa para 'all things', um pouco disso e daquilo. Tudo veio mais ou menos direto no papel."

Chris Carter: "A idéia de Gillian foi uma verdadeira mudança para 'Arquivo X'. Foi bem pessoal e quieto, mas você tem que dizer que as idéias foram bem próximas a ela e que elas são importantes."

Gillian Anderson [sobre seu desejo de dirigir]: "Chris me disse, 'Ok, vamos ver, por que você não começa a escrever? Quando você tiver escrito alguma coisa, nós iremos olhar e ver o que podemos fazer.'"

Gillian Anderson: "Quando eu percebi, o roteiro tinha 15 páginas a mais do que deveria e eu não tinha um quarto ato. Passou de 88 minutos e eu poderia ter um episódio de duas partes, mas não havia espaço na agenda para um episódio desses."

Frank Spotnitz e Chris Carter trabalharam junto com Gillian Anderson no desenvolvimento do roteiro.

Frank Spotnitz: "Nós conversamos e mudamos coisas, tudo em serviço das idéias dela sobre cura e Budismo. Muito do que eu fiz com ela foi destilar suas idéias."

Chris Carter: "Frank e eu trabalhamos junto com ela no roteiro. Mas no final, Gillian fez tudo. Estávamos lá mais como garantia e ela jogaria coisas em nós. Frank e eu ficamos muito satisfeitos com a coragem das convicções dela."

Gillian Anderson [sobre sua visão original]: "O que realmente transpirou entre Scully e Waterston foi que houve uma atração e que eles começaram a passar algum tempo juntos, coisas como encontros em almoços e jantares. Ela estava tentando manter aquilo de uma forma platônica mas havia sentimentos que estavam aparecendo. Começou a ficar mais pesado e Waterston começou a falar sobre divórcio. Mas eles nunca consumaram o relacionamento. Scully não queria que aquilo acontecesse porque ela não queria ser uma destruidora de lares. Num ponto, outro professor se aproximava dela e dizia que a relação entre ambos estava ficando mais forte e aquilo poderia prejudicar a carreira dela e o casamento dele. Então Scully se afastou antes que alguma coisa acontecesse fisicamente. O que Scully saberia depois pela filha de Waterston, Maggie, foi que o pai dela se fechou emocionalmente e que sua esposa acreditava que ele estava tendo um caso. Eventualmente sua esposa começou a ficar abalada, foi hospitalizada e acabou se enforcando."

Gillian diz que esses detalhes foi escritos para serem explicados no Ato 4 numa conversa com Mulder.

O episódio não teve muito a presença de Mulder, pois este estava preparando seu próprio episódio, 'Hollywood AD'.

Gillian Anderson: "Eu trabalhei com Kim Manners. Se eu tivesse alguma pergunta, eu iria até Kim. A primeira coisa que ele disse foi, 'Ok, você tem um dever de casa para fazer. Eu quero que você passe as duas próximas semanas fazendo uma lista completa de filmagem de cada cena.'"

Corey Kaplan (designer de produção): "Houve uma questão numa cena sobre ter ou não um templo budista numa seqüência importante. Gillian queria mas ela sentia que seria muito caro. Mas eu disse, 'eu quero que você tenha o templo budista,' e então construímos um templo budista dentro de um de nossos estúdios."

Rick Millikan (diretor de elenco): "Adorei trabalhar com Gillian. Foi divertido assisti-la indo a fundo no processo de escolha do elenco porque tudo era novo para ela. Ela nunca tinha feito essa coisa de elenco e ela parecia uma garotinha que você tem que ensinar as coisas. No início ela estava um pouco envergonhada sentada lá com os atores e atrizes. Mas quando ela se acostumou com o processo da audição, ela fez realmente bem."

Gillian Anderson: "Quando tudo acabou, eu percebi que eu sabia mais do que eu achava que sabia."