7x18: "HOLLYWOOD A.D." (HOLLYWOOD DEPOIS DE CRISTO)


Balas voam próximas a um homem que se esconde atrás de uma lápide. Enquanto muda o pente de sua arma, nós vemos que ele tem um vaso de cerâmica nas mãos. O homem não é Mulder, e sim Gary Shandling. Um outro homem, o Pontífice Canceroso (CSP), grita para Mulder desistir, já que seus zumbis estão por toda parte. Ele está segurando Scully (Tea Leoni), e oferece a Mulder um acordo: Scully pela vasilha de Lazarus.


SHANDLING: O que acha deste acordo? Você me dá Scully, e eu não quebro a vasilha de Lazarus, empurrando os pedaços para onde o sol de Deus não brilha.


Shandling sai de trás da lápide, segurando a vasilha, que tem a gravação das palavras que Jesus falou quando ergueu Lazarus dos mortos. Os zumbis abaixam as armas. CSP diz a Shandling que ele não o assusta, e que ele não iria destruir a vasilha, deixando Scully (Tea Leoni) morrer. Um zumbi se aproxima de Shandling e pede a ele que não largue a vasilha, porque senão eles voltarão a serem mortos, num lugar onde não há mulheres nem dança. Shandling diz que ele preferiria servir no céu do que viver no inferno, e joga a vasilha no ar. Leoni se livra do CSP e agarra a arma dele. Um zumbi está próximo de pegar a vasilha, quando Leoni atira nele. A vasilha quebra-se em pedaços. Shandling agarra Leoni e os dois rolam sobre um morro, caindo direto em um caixão. A porta fecha com eles dentro.


A cena muda para o formato regular para nos mostrar que estamos em um cinema. Na tela, Leoni e Shandling estão apertados dentro do caixão. Shandling beija Leoni rapidamente.


SHANDLING: Sete longos anos. Eu esperei pelo momento certo, Scully.


Dentro do cinema, a câmera gira para mostrar a fileira da frente: Chris Carter, David Allen Grier, Minnie Driver, Gary Shandling, Tea Leoni, a namorada de Federman, Wayne Federman, Scully e Mulder. Todos parecem estar gostando do filme, exceto os verdadeiros Mulder e Scully, que estão chocados. Os dois apenas olham para a tela por alguns segundos. Mulder coloca as mãos sobre o rosto, embaraçado. Ele se vira para olhar Skinner, que sorri, e abaixa o rosto novamente.


Dezoito meses antes, Mulder e Scully estão no escritório de Skinner e são informados sobre o caso. Uma bomba explodiu a cripta do cardeal O´Fallon, da Igreja de Cristo. Atrás de Mulder e Scully está, no sofá, Wayne Federman. Ele fala em seu gravador: "A filha de Jodie Foster em um orçamento reduzido. E ele está mais para uma testemunha de Jeová do que a testemunha de Harrison Ford”. É Federman, que continua a falar no gravador durante a cena. Mulder diz a Skinner que parece um caso terrorista. Skinner confirma que é isso mesmo. Skinner apresenta Federman como um velho amigo de escola que está trabalhando em um filme baseado no FBI, e precisa de acesso.


FEDERMAN: Bem, Skinner me colocou em seu caminho. Ele disse que vocês trabalham com coisas um pouco estranhas, um pouco Star Trek, o que é exatamente o que eu pensando para este tipo de trabalho que estou fazendo. É uma mistura de “Silêncio dos Inocentes” com “A Maior Estória Já Contada”. E lindo. E eu não vou estar em seu caminho, só vou ficar observando.


Skinner diz a Mulder e Scully que eles vão guiar Federman. Mulder e Federman vão para a igreja, encontrar o cardeal. Lá, Mulder pergunta a O'Fallon se havia alguma coisa de valor que alguém poderia querer. Ele responde que havia algumas relíquias e documentos. Os três entram na cripta da igreja, que está cheia de pedregulhos. Mulder diz a O'Fallon acreditar que trata-se de um ato terrorista. Um telefone celular toca. Não é o de Federman, nem o de Mulder. Eles olham para O'Fallon. Ele puxa o seu celular, mas também não é aquele. Mulder segue o sinal e encontra o celular embaixo de um dos pedregulhos da cripta, nas mãos de um corpo. Mulder diz: “Este é Micah Hoffman.” O nome dele está escrito na tela do telefone celular.


No distrito de Adams Morgan, Mulder, Scully e Federman se dirigem para a casa de Hoffman. Lá dentro, eles encontram instrumentos para se fazer uma bomba. Parece que Hoffman foi vítima de sua própria criação. Mulder e Scully encontram também material de caligrafia. Scully abre uma das latas e diz a Mulder que é hidróxido de sódio, substância utilizada para envelhecer as coisas prematuramente. Mulder sai pelo quarto e encontra alguns velhos papéis. Scully sabe um pouco de grego, então ela tenta traduzir parte dos escritos. È um evangelho mítico escrito por Maria Madalena.


MULDER: O que Micah Hoffman estaria fazendo com textos religiosos?
SCULLY: Acho que a pergunta seria o que ele estaria fazendo forjando esses textos.
FEDERMAN: Acho que a verdadeira pergunta, agentes, é o que poderia O'Fallon estar fazendo com as falsificações de Hoffman.


Os dois percebem que, infelizmente, ele pode estar certo.


FEDERMAN: Você não precisa de um homem do tempo para saber para que lado o vento sopra. (Ele levanta as mãos) Não atire.


Mulder e Federman voltam para a cripta.


FEDERMAN: Eu gosto do jeito como vocês trabalham – sem mandatos, sem permissão, sem pesquisa – vocês são como executivos de estúdio com armas.


Mulder e Federman encontram mais documentos forjados. O telefone celular de Federman toca. Tentando obter uma recepção melhor, ele se afasta, dizendo para a pessoa que ele está dentro de uma cripta e que liga depois de volta.


Federman se move para mais próximo para olhar alguma coisa. Ele escuta um estranho barulho, como se fossem ratos. Caminha em direção ao barulho, vê um movimento e larga a lanterna. Há ossos e crânios se movendo. Uma mão de esqueleto joga a lanterna longe e vai em direção a mais um pote quebrado, onde muitos ossos estão tentando colocar as peças juntas.


Em um café, Federman conta a Mulder e Scully o que aconteceu. Scully explica a ele que seus olhos devem ter lhe pregado uma peça, e que nada daquilo realmente estava lá. Mulder diz que eles não estão em um filme, e sim na vida real. Federman pergunta que diferença faz. Ele diz que já tem o que precisa, e começa a se levantar para ir embora. Mulder pergunta se ele não quer chegar ao fundo do caso, mas ele responde apenas "Não especificamente".


MULDER: Bem, você sabe, às vezes a verdade pode ser mais estranha que a ficção.
FEDERMAN: Bem, a ficção é mais rápida que a verdade e mais barata. Vocês querem meu conselho? Vocês são loucos.
MULDER: Por que diz isso?
FEDERMAN (para Mulder): Bem, você é louco por acreditar no que você acredita. (Para Scully): E você é louca por não acreditar no que ele acredita. Eu os deixarei com isso.


Federman agradece a eles e os deixa enquanto os dois se olham por alguns segundos, sem palavras.


MULDER: Eu já sinto a falta dele.


Scully diz que a história de Federman a fez lembrar da história da Vasilha de Lazarus. Ela diz que na escola católica havia uma freira, irmã Callahan, que eles chamavam de irmã Estranha porque ela sempre contava estranhas histórias. Ela disse que mostraria um pedaço de madeira com algo incrustado dentro e ia dizer que se tratava de uma verdadeira peça da cruz de Cristo, ou um líquido vermelho e diria que era sangue de João Batista.


MULDER: Ela estaria na prisão hoje, você percebe isto?


Scully conta a Mulder que a freira contou a eles que quando Jesus ergueu Lazarus dos mortos, havia uma velha senhora, uma tia de Lazarus, ou algo assim, que estava fazendo potes de cerâmica, e que as palavras de Cristo – um encanto para erguer os mortos – ficou gravada num dos potes. A freira disse que o pote ainda tinha o poder de erguer os mortos.


MULDER: Não é verdade que você pode ter boa Ciência numa escola católica. É uma mentira.
Scully sorri.


Mulder pede a Scully para ir ao escritório ver Chuck Burks, que irá checar o que eles descobriram. No escritório, Chuck mostra a Scully o que ele descobriu, dizendo que tudo que existe vibra e tem um som. Com a máquina ele pôde escutar o som ambiente. Chuck coloca o headfone e escuta algo. Surpreso, ele chama Scully para ouvir também. Ele pergunta a ela quem fez isso. Ela diz que eles não têm certeza, mas pode ser Micah Hoffman, ou alguém na vizinhança de Jesus Cristo. Chuck sorri, mas ele nota que Scully mantém o olhar sério.


Na igreja, Mulder mostra a O'Fallon os documentos forjados de Hoffman. O cardeal pergunta se ele os pegou da cripta. Ele confirma e pergunta se ele pode traduzir o que está escrito. Ele traduz, descobrindo que os textos falam sobre Maria Madalena. Mulder entrega a ele papéis que parecem ser cópias, ou esboços, e pergunta se ele os comprou de Hoffman. Ele diz que sim, pois achava que fossem reais, e os trouxe para a igreja para escondê-los. Mulder esclarece que Hoffman era um falsário profissional bem como um expert em explosivos.


Mulder está dirigindo o carro quando liga para Scully, pedindo a ela para fazer uma autópsia em Hoffman. Ele acha que Hoffman estava morto antes da explosão, e que poderia estar chantageando O'Fallon com os documentos. Talvez O'Fallon tenha retalhado a chantagem. Scully conta a ele que Chuck disse que a vasilha tinha propriedades que ele nunca tinha visto antes. Mulder recebe uma chamada em outra linha. É Federman.


FEDERMAN: Quem você vê te interpretando no filme?
MULDER: Eu estou no filme?
FEDERMAN: Ah, tem um personagem vagamente baseado em você.
MULDER: Espere um segundo, Wayne. (ele muda a linha) Ei, irmã Estranha, eu tenho que desligar.
SCULLY (sorrindo): Eu ligo para você após a autópsia.
MULDER: Obrigado. (Falando agora com o produtor) Que tal Richard Gere?
FEDERMAN (sorrindo): Eu estou falando sério. E se eu dissesse para você Gary Shandling?
MULDER: A ligação está ruim... Parece que você disse Gary Shandling.
FEDERMAN: Gary Shandling assinou para fazer o personagem baseado em você e Leoni estará interpretando sua parceira em um filme chamado "A Vasilha de Lazarus."
MULDER: Como você sabe sobre A Vasilha de Lazarus?
FEDERMAN: Skinner. Escute, Shandling e Leoni querem encontrar com vocês, sentir o seu sabor, coisas de atores. Venham até os estúdios.
MULDER: Quem vai interpretar Skinner no cinema?
FEDERMAN: Richard Gere.


Mulder pára rapidamente no meio da rua.


Na sala de autópsias, Scully grava o que ela encontra no corpo de Hoffman. Ao pesar o coração, o corpo se levanta atrás dela.


HOFFMAN: Eu vou precisar disto quando você acabar.
SCULLY: Oh meu Deus, quem é você?
HOFFMAN: Eu sou quem eu sou.


Scully move o bisturi na direção do peito dele para ver se é real. Ele o derruba da mão dela, que se abaixa para pegar o instrumento de volta. Quando olha para o corpo novamente, ele está deitado na posição original.


Mulder entra na sala de autópsias para encontrar Scully. Ela está tremendo e diz que encontrou traços de veneno no estômago do morto. Mulder acha que Hoffman foi envenenado por O’Fallon e que este o colocou na explosão para cobrir seu truque. Os agentes entram na igreja e O´Fallon está celebrando uma missa para poucas pessoas. Mulder vai prendê-lo, mas Scully o detém, dizendo para dar a ele alguma dignidade. Ela olha para uma cruz, e então vê Hoffman pregado o objeto. Ela olha para Mulder, mas quando vira de volta Hoffman não está mais perto da cruz. Scully, mudando de idéia, acompanha Mulder para prender O’Fallon. Mulder começa a algemá-lo quando Scully olha para a porta da igreja. Um homem caminha pelo corredor. È Hoffman, são e salvo.


Mulder e Scully estão sentados no escritório de Skinner, que está com raiva. Ele diz que foi um engano de cadáveres e que a autópsia não foi corretamente requisitada. Scully diz a ele que o corpo parecia ser de Hoffman, e tinha a sua identidade.


SKINNER: Agente Scully, se eu estivesse carregando a bolsa de Marylin Monroe, você presumiria que eu dormi com JFK?


Skinner se vira para Mulder e diz a ele que o Bureau se orgulha da velocidade na solução dos casos, e que esta é a primeira vez que eles tenta perseguir um assassino de alguém que ainda está vivo. Mulder retruca que a bomba realmente explodiu e que um crime foi cometido.


SKINNER: Agente Mulder, você vai deixar O’Fallon sozinho. Vai deixar Hoffman só. Scully, você vai colocar o seu bisturi longe. A igreja poderia mover um processo contra o FBI. E eu sou forçado a colocar vocês dois fora do caso e sob observação por quatro semanas.


Mulder e Scully entram no escritório do porão.


MULDER: Eu acho que isso de Richard Gere subiu à cabeça do Skinner.


Chuck ainda está no escritório. Ele conseguiu sons de voz humana em aramaico, o idioma de Cristo. Ele traduz os trechos do que parece ser um homem comandando o outro para erguê-lo dos mortos.


Os agentes seguem até a casa de Hoffman.


HOFFMAN (sorrindo): Eu me tornei Jesus Cristo.
MULDER: Eu me tornei cético.
HOFFMAN: Para escrever como Cristo eu tive que me tornar o próprio Cristo, como um ator faria. Mas então algo estranho me aconteceu.
SCULLY: Remorso?


Ele responde que foi uma conversão. Um dia ele não estava só personificando Cristo, mas tinha se tornado Ele, razão pela qual explodiu a cripta, porque os documentos que fez eram uma blasfêmia.


Mulder está no apartamento dele assistindo um filme quando Scully entra.


MULDER: Você também não conseguiu dormir?
SCULLY: "Plano 9 do Espaço Sideral?" – ela fala o nome do filme.


Mulder concorda com a cabeça e comenta o método investigativo do diretor Ed Wood, explicando que, como o filme é tão ruim, acaba por hipnotizar a consciência crítica dele, permitindo que faça conjecturas sobre o caso de Hoffman e O'Fallon. Ele diz que é um relacionamento de arquétipos: Hoffman seria Jesus e O'Fallon seria Judas, dando outros exemplos.


SCULLY (sorrindo): Que tal o papa-léguas de Hoffman e o coiote de O'Fallon?


Scully pergunta a Mulder se ele acha que é possível Hoffman ser Cristo. Ele pergunta se ela está fazendo graça com a cara dele, mas ela diz que não.


MULDER: Bem, não eu não acho, Scully. Mas pessoas malucas podem ser persuasivas.
SCULLY: Sim, eu sei disto.


Eles sorriem. Scully diz que a fé é uma forma de insanidade. Mulder pergunta se ela está dirigindo o comentário para ele, e ela diz que está dirigindo isso para ela mesma e para Ed Wood.


MULDER: Você sabe que até mesmo relógios quebrados estão certos 730 vezes ao ano?


Os dois continuam a assistir o filme.


SCULLY: Quantas vezes?
MULDER: 42.
SCULLY: Você já viu esse filme 42 vezes?
MULDER: Sim.
SCULLY: Isso não o deixa triste? Me deixa triste...
MULDER: Sabe, Scully, nós dois temos quatro semanas de provação e nada para fazer, e Wayne Federman nos convidou para ir a LA assistir as filmagens do filme, e Deus sabe que eu poderia pegar um pouco de sol.
SCULLY: Califórnia, aí vamos nós!


Mulder e Scully caminham pela rua na parte exterior dos estúdios da Fox. Eles entram. Há um falso cemitério no set, com uma tela verde por trás. Federman está atrás dos monitores. Ele se aproxima dos dois agentes e diz que Tea e Shandling querem conhecê-los. Ele os apresenta. Gary chama Mulder em um dos cantos e pergunta:


SHANDLING: Você se veste para esquerda ou para direita?


Shandling olha para baixo e Mulder observa sua própria calça.


MULDER: O que quer dizer?


Ambos sorriem.


SHANDLING: Olhe, quando eu interpreto um personagem, eu preciso encontrar seu centro, então preciso saber de tudo.
MULDER: Hmm... eu acho que a maioria das vezes para esquerda.
SHANDLING (sorrindo): A maioria das vezes?
MULDER: A maioria das vezes.
SHANDLING: A maioria das vezes... Figurino!


Shandling sai.


A cena começa a ser rodada. Os zumbis se aproximam de Shandling e Leoni. Um deles agarra Leoni e a morde no ombro. Ele pula para trás e começa a gritar querendo saber do que o ombro de Tea Leoni é feito. Um homem fala que é de peru, reforçando o fato de ser vegetariano.


No hotel Beverly Ernesto, Scully está relaxando em uma banheira de espuma e tomando vinho quando Mulder liga. Ela atende e pergunta o que ele está fazendo; ele responde que está no computador. Ela fala que está fazendo as malas. Uma imagem é dividida na tela e podemos ver os dois numa banheira de espuma. Mulder pergunta a ela por que as pessoas que voltam para a vida querem sempre ferir os vivos. Ela explica que é porque as pessoas realmente não podem voltar da morte, e que isso são apenas projeções do medo humano e dos seus desejos. Segundo ela, os zumbis são apenas autômatos que matam e comem.


Mulder a chama de estraga prazeres e descreve a sua teoria. Tentar comer as pessoas é apenas o primeiro estágio de ação dos zumbis, que vão fazer posteriormente outras coisas, como beber, dançar e transar. Scully pergunta se ele quer dizer com isso que os zumbis nunca ficam com as pessoas tempo suficiente para ver o lado gentil delas. Ele diz: Exatamente. O telefone de Mulder toca. Ele muda para outra linha. É Skinner, que diz a Mulder que espera que ele não o tenha pegado em uma má hora. Mulder explica que está no computador. Skinner pede desculpas pelo modo rude que ele agiu anteriormente, comenta que está no quarto logo abaixo do dele no hotel, e conta que Federman o nomeou produtor associado no filme. Uma imagem de Skinner aparece se juntando à de Scully e Mulder. Ele também está numa banheira de espuma. Mulder pergunta o que ele está fazendo e ele diz a verdade. Mulder diz a ele para aguardar.


Mulder muda novamente a linha e fala para Scully que Skinner está falando com ele de uma banheira de espumas. Mulder muda o fone novamente e fala com Skinner que ainda está na linha, novamente ele muda para Scully e os dois concluem que ele entrou no clima de Hollywood. Scully diz ao parceiro que acha que Leoni gostou dele, e ele responde que ela ficou maluca. A agente então completa que acha que Shandling gostou dele também.


Seis meses depois, de volta ao cinema, o filme "A Vasilha de Lazarus" está sendo exibido. É uma continuação do que acontece no início do episódio. Shandling e Leoni continuam a se beijar até que Leoni se afasta. Ela pede a ele para parar, porque ela não pode fazer aquilo. Ele diz que sabe que é errado, porque eles são grandes amigos e tratam um ao outro como tal, mas isso não importa. Começa a beijá-la novamente, mas ela o empurra para trás, confessando que está apaixonada por Skinner. No cinema, o Mulder real se levanta e balança os braços no ar, totalmente indignado.


MULDER: Chega, Scully. Eu não posso aceitar isso.
SCULLY: Shh, Mulder. Sente-se.


Mulder olha para Skinner que está sorrindo. Mulder sai, mas Scully continua assistindo o filme.


SHANDLING: Mas o que ele tem que eu não tenho?
LEONI: Uma lanterna maior.


A platéia ri disto. Uma mulher sentada próxima a Skinner o beija no rosto.


Mulder e Scully estão no set vazio. Scully conta que Hoffman foi assassinado e que O´Fallon se matou. Mulder conclui que ele estava certo, que tudo aconteceu como entre Jesus e Judas, e que Hoffman e O´Fallon serão lembrados como uma piada num filme. (O´Fallon está sendo lembrado no filme como o Pontífice Canceroso). Eles concordam. Mulder pergunta a ela como eles serão lembrados, e ela diz que por sorte o filme não será nenhum grande sucesso. Mulder fala sobre as pessoas mortas que estão para sempre em silêncio e não podem contar suas histórias.


SCULLY: Você sabe que não há realmente pessoas mortas lá. É um set de cinema.
MULDER: A morte está em todo lugar, Scully.
SCULLY: Bem, nós estamos vivos, relativamente jovens, e Skinner estava tão envergonhado com o filme...
MULDER (sorrindo): Aposto que estava.
SCULLY (maliciosa): Ele nos deu um cartão de crédito do Bureau para usarmos nesta noite.
Scully mostra o cartão a Mulder. Ela o pega pelo braço e o conduz para fora do set.
SCULLY: Mulder, eu tenho algo a confessar.
MULDER: O que é?
SCULLY: Eu estou apaixonada pelo assistente de produção Walter Skinner.


Eles sorriem.


MULDER: Ah, eu também.


Mulder se vira para uma estátua e coloca o pequeno vasilhame (que tem o formato da vasilha de Lazarus) na cabeça dela, derramando pipocas no chão. Os agentes caminham sorrindo, felizes, e se dão as mãos. Estampada no fundo da vasilha vê-se uma etiqueta que diz: “Fabricado em Israel”. Uma música começa a tocar e, de repente, corpos aparecem nas covas e começam a dançar. A tela verde se transforma numa cena real e eles continuam dançando.

COMENTÁRIOS

- Este episódio foi escrito e dirigido por David Duchovny.


- O episódio tem a participação especial da atriz Minnie Driver (que trabalha no filme 'Return to Me' junto com Duchovny) e do próprio criador Chris Carter, que fazem pequenas aparições no início.

- Os depoimentos abaixo são do livro "all things: Official Season 7 Episode Guide", de Marc Shapiro:


Frank Spotnitz: "David chegou até mim e disse, 'Eu tenho essa idéia e isso e isso e isso.' Nós conversamos por alguns minutos e então dissemos, 'Vá em frente.' A próxima coisa que eu sei foi que ele me deu um roteiro."

Chris Carter: "Eu achei que David escreveu uma idéia esperta, inteligente, peculiar e complexa. Eu achei que era fora do normal, até mesmo para 'Arquivo X', e mostrei como o episódio poderia se encaixar numa direção completamente nova e diferente."

A encarregada de serviços gerais Tina M. Ameduri foi a personagem Tina, a encarregada de serviços gerais; o diretor de fotografia Bill Roe fez o papel do zumbi com fobia de comida; o diretor-assistente Barry K. Thomas fez o papel de Sugar Bear; Paul Rabwin fez o papel de um produtor; o coordenador de efeitos visuais Bill Millar fez o papel do diretor; Daniel Duchovny fez o diretor-assistente.

Rick Millikan (diretor de elenco): "David também pensou que teria uma idéia bem interessante em ter sua esposa, Tea Leoni, fazendo a versão de Scully no filme e seu grande amigo Garry Shandling interpretando a versão de Mulder. Não houve muitos problemas para escolher o elenco porque David sabia todos que ele queria. A única coisa que eu tive que fazer foi arrumar alguém para fazer o reverendo e conseguimos um ótimo ator com Harris Yulin."

Gillian Anderson: "Foi muito divertido no estúdio, especialmente com Tea e Garry. David é sempre divertido de se trabalhar. Ele sabia exatamente o que queria e conseguiu."

Mitch Pileggi: "David escreveu coisas bem legais para mim. Ver Skinner na banheira e na estréia do filme foi totalmente fora do personagem, eles foram hilários."

Paul Rabwin: "David veio a mim antes de terminar de filmar e me perguntou se eu estava familiar com a música do filme 'The Buena Vista Social Club'. Havia uma canção que ele queria usar para a seqüência onde os zumbis saem e começam a dançar. Eu tive alguns problemas com relação à licença da música, então eu fui até Mark Snow e ele criou uma peça original de música para a cena."