7x19: "BRAND X" (O CIGARRO DA MORTE)


Skinner está na residência do dr. James Scobey para protegê-lo e à sua família. O dr. Scobey trabalha na Companhia de Tabaco Morley e vai testemunhar contra a empresa. Ele tosse e bebe um pouco de água. Quando abaixa o copo, este está cheio de sangue e de insetos (besouros do tabaco). Tudo parece normal e o casal vai para a cama, enquanto Skinner e os outros agentes mantêm a vigilância. A senhora Scobey se levanta, ao ouvir o marido tossindo no banheiro. Ela tenta entrar, mas não consegue abrir a porta. Então, chama por Skinner. Skinner entra no banheiro e encontra o senhor Scobey no chão, com sangue ao redor de sua cabeça. Quando ele vira o homem, pode ver que seu rosto foi corroído, especialmente ao redor da boca.


Mulder e Scully chegam na casa de Scobey para investigar a sua morte. Skinner faz um resumo do acontecido e mostra a eles fotos do corpo de Scobey na cena do crime. Mulder ironiza o estado da boca do homem, dizendo que “Não se pode assobiar com uma boca como essa”. Scully comenta que a pele dele aparentemente foi arrancada fora, sugerindo que quem o atacou poderia ter jogado ácido sobre ele. Skinner pede que Scully faça uma autópsia.


Enquanto saem do quarto, Mulder pergunta a Skinner se o casal Scobey fumava, e o Diretor Assistente responde que não os viu fumando. O agente mais uma vez brinca, dizendo: “Empregados de uma fábrica de cigarros que não fumam... Não soa como se um executivo da GM dirigisse um Ford?”. Os dois vão até a Companhia de Tabaco Morley para verem o supervisor de Scobey, o dr. Peter Voss. Antes de saírem, Mulder encontra o copo de Scobey com um inseto dentro.


Mulder e Skinner entram no prédio da Companhia e Skinner pede a Voss para contar-lhes sobre o que Scobey iria testemunhar, afirmando saber que tem alguma coisa a ver com pesquisas. O advogado da empresa o interrompe, pedindo para ele não se pronunciar. Skinner pergunta então a Voss por que ele tirou Scobey do projeto, se os dois eram amigos. Mais uma vez o advogado o interrompe, dizendo que segredos confidenciais da Morley não podem ser revelados. O Diretor Assistente se irrita, e ameaça conseguir um mandado judicial para vasculhar o prédio inteiro. Voss e os advogados estão saindo da sala, quando Mulder pergunta que inseto é aquele, encontrado no copo de Scobey. Voss afirma ser um besouro do tabaco e que essa espécie é muito comum naquela região.


Já é noite. Voss está em sua casa, quando recebe a visita de um homem chamado Weaver, que afirma sempre ter recebido cigarros de graça do doutor Scobey, e que agora pede para continuar recebendo os cigarros dele. Voss dá os cigarros para o homem, e o manda ir embora.


Mulder e Skinner entram no necrotério. Scully revela que a autópsia mostrou que Scobey morreu por asfixia. Ele teve hipoxemia, que é a redução drástica da habilidade de transferir oxigênio dos pulmões para a corrente sangüínea. Skinner ainda acredita que alguém fez isso com ele. Mulder diz que essa hipótese é improvável e que ninguém entrou no quarto. Ele pergunta se Scully não encontrou nenhum besouro do tabaco dentro do corpo. Ela responde que não, e pergunta a ele se esperava que ela encontrasse. Skinner indaga se Mulder desconfia dos besouros, e o agente responde que, pela reação de Voss ao ser questionado sobre os insetos, eles deveriam considerar a possibilidade.


Num prédio de apartamentos, Weaver está sentado e fumando enquanto assiste televisão, que exibe um tipo de filme de guerra. A câmera vira para mostrar uma janela aberta em sua parede. Um homem grita através da parede para que Weaver, no quarto ao lado, pare de fumar tanto. Weaver grita de volta com ele. O homem começa a tossir estranhamente. Weaver ainda está assistindo televisão quando escuta um baque alto. Ele não faz nada. Na porta do quarto vizinho, o homem está morto no chão, coberto por besouros. Seu rosto foi devorado.


Na manhã seguinte, Skinner está no apartamento do morto, olhando o corpo. Afasta um inseto que pousa sobre ele. Mulder chega com Scully. Ela se ajoelha para dar uma olhada no cadáver, e à primeira vista sugere que ele morreu do mesmo modo que o dr. Scobey. Skinner revela que ele não era um funcionário da Morley, que não tinha nenhuma relação com eles. Scully pergunta o que a Companhia de Tabaco poderia querer com o homem. Mulder diz que provavelmente nada. Enquanto pega um dos insetos no chão, ele sustenta que não acha que o homem foi assassinado, dizendo que o inseto o matou. Skinner rebate a hipótese dele, já que não acharam nenhum inseto no banheiro de Scobey.


Mulder diz que havia uma janela aberta no banheiro, por onde os insetos poderiam ter escapado. Scully comenta que é uma possibilidade remota, mas que os besouros poderiam ser alguma forma de agente contaminante, como por exemplo uma bactéria, o que significa que poderiam haver outras vítimas no prédio. Mulder bate na porta do apartamento 24, e fala com Weaver. Este, ainda fumando, diz que o homem gritou com ele porque estava fumando muito, e que só dará novas informações caso os agentes lhe forneçam recompensas. Mulder entrega a ele seu cartão e sai do apartamento, encontrando-se com Scully e Skinner. Ele pergunta se acharam mais alguma coisa, e eles negam. Scully diz que precisa investigar o inseto e que vai procurar uma conhecida sua, uma entomologista, que poderá ajudá-los. Mulder pede a ela para falar com a pessoa e sai. Skinner pergunta onde ele está indo, e a resposta do agente é curta: “Ver uma coisa que está me intrigando”.


Mulder visita Voss em casa, tentando fazer com que ele fale. Conta que encontrou mais insetos do tabaco, mas o homem não diz nada a ele. Quando Mulder sai, outro homem, Brimley, liga para Voss perguntando o que Mulder queria, apenas para se certificar de que ele não contou para ninguém o que sabe. Diz que Voss terá que limpar a bagunça que criou, e que Weaver sumiu.


A entomologista estuda o besouro com um microscópio. Ela diz a Mulder, Scully e Skinner que o inseto é diferente do normal em alguns detalhes. Tem desvios nas suas mandíbulas, antenas, e nas segmentações corpóreas. Scully pergunta se os desvios seriam frutos de alterações genéticas, e propõe que os besouros podem ter sido geneticamente modificados por um processo denominado “transgenomia”. A pesquisadora responde que é amplamente sabido que as companhias de tabaco vêm aplicando dinheiro em pesquisas que possam diminuir o nível de nicotina no cigarro ou para fazer com que eles tenham sabores mentolados. Skinner indaga se o que estão fazendo é uma forma de super-cigarro. Scully diz que eles também deveriam ter criado super-pulmões. Voss, que está sendo seguido por Brimley, leva US$ 4.000 para Weaver, ordenando que ele deixe a cidade, mas Weaver não aceita.


Scully faz a autópsia na segunda vítima e descobre que o homem morreu da mesma forma que Scobey, mas seus pulmões estavam infestados por larvas do besouro. Skinner pergunta se no caso da primeira vítima não havia nenhuma larva. Scully hipotetiza que as larvas devem se desenvolver dentro dos pulmões e que, quando elas se transformam em besouros, põem seus ovos. Skinner diz que isso explicaria a condição do rosto e da garganta das vítimas, mas não explica como as larvas entraram dentro dos pulmões. Do outro lado da sala, Mulder tosse. Scully e Skinner voltam a atenção para ele, mas não acham estranho, até que ele começa a tossir repetidamente. Ele tosse sangue em sua mão e mostra para os dois.


Mulder está no Centro Médico de Asheford. Há um tubo dentro de sua garganta e os médicos mantêm uma câmera em seus pulmões, que estão repletos de larvas. Os médicos tiram as larvas do pulmão dele. Scully está triste, e conversa com Skinner, dizendo que eles estão tendo alguma sorte limpando os pulmões de Mulder, mas que, para cada "coisa" que eles tiram lá de dentro, deve haver dezenas de ovos que precisam ser retirados. Ou seja, estão apenas ganhando tempo. Skinner pergunta como aquilo entrou nos pulmões do agente, e Scully sugere que pode ter sido por inalação. Ela explica que esses besouros têm parte de seu ciclo de vida nas plantas do tabaco, onde depositam seus ovos. Se os besouros geneticamente alterados que eles viram fizeram isso, então provavelmente os ovos sobreviveram ao processamento dos cigarros, entrando nos pulmões de Mulder através da fumaça. Skinner diz que nem Mulder nem Scobey eram fumantes. Ela afirma que provavelmente ambos estavam próximos de alguém que era.


Scully e Skinner voltam à sede dos Cigarros Morley com um mandado de busca. Contra o conselho do advogado, Voss conta a eles o que precisavam saber, enquanto os outros agentes investigam. Voss explica que as pessoas iriam continuar fumando, sem se importarem com o quanto isso poderia fazer mal. Então, ele alterou geneticamente a planta do tabaco para produzir um cigarro mais saudável. Só que, ao fazer isso, também alterou os besouros. Foram realizados testes com os cigarros, e tudo ia bem, até que três dos quatro cobaias morreram. Era sobre isso que Scobey iria testemunhar. Skinner pergunta sobre o homem que não morreu.


Skinner, Voss e os agentes vão para o apartamento de Weaver, que não se encontra mais lá. Skinner acha Brimley, que está amarrado, com a boca amordaçada. Voss diz a Skinner que Brimley lhe contou que pretendia pegar Weaver, e o Diretor Assistente responde que parece que Weaver pegou Brimley primeiro. Skinner tira a mordaça de Brimley, e muitos besouros saem de sua boca.


Weaver estaciona em um posto de gasolina. Há adesivos com a marca Morley na traseira do carro. Ele ignora o sinal que adverte para não fumar, e segue em frente, dando dinheiro para que o atendente não reclame pelo fato dele estar fumando. Compra uma caixa de cervejas. O atendente pergunta se ele quer alguns cigarros, mas Weaver diz que eles não têm a sua marca preferida. Neste momento, os dois vêem o carro do xerife e alguns agentes do lado de fora. Quando o atendente se vira para falar com Weaver, ele se foi.


No hospital, Mulder está acordado. Scully segura sua mão, querendo saber como ele está. Eles conversam um pouco, e ela diz que estão procurando por um homem chamado Daryl Weaver, que era cobaia da Companhia Morley e que parece ter desenvolvido imunidade contra o besouro, para tentarem achar um tratamento para ele. Mulder começa a ter dificuldades para respirar. Os alarmes no seu monitor desligam. Scully grita, chamando o médico. Quando ele chega, ela pede que tragam oxigênio e o médico dá o Código Azul. Algumas enfermeiras aparecem e tentam ajudar. A agente vê besouros dentro da máscara de oxigênio do parceiro.


Scully olha para Mulder pelo vidro do quarto. Ela fala com o médico. Mulder está piorando porque as larvas estão infestando seus pulmões novamente e começam a bloquear a passagem de sangue. A única chance é uma nova sucção, mas desta vez terão que abrir o peito dele. Scully alerta que Mulder está muito frágil e poderia morrer durante a cirurgia. Ela quer retardar a operação, mas o médico diz que mesmo assim Mulder morreria cedo ou tarde.


Skinner vai até a casa de Voss, mas não o encontra. Ele diz para a senhora Voss que os agentes que o acompanham ficarão lá para proteger sua família, e sai, indo até a Companhia Morley, onde encontra Voss com a cabeça ensangüentada. Weaver está lá também. Voss relata que Weaver pegou os cigarros do teste. Skinner ameaça Weaver, pedindo que ele pare, ou então levará um tiro. Weaver responde que sabe que ele não o matará, pois precisa de sua ajuda. Então acende um cigarro, mesmo com Skinner dizendo que vai atirar. Quando Weaver sai, o Diretor Assistente atira na janela atrás dele, o levando ao chão. Skinner apaga o cigarro que caiu da boca dele, encaminhando-o ao hospital. Os médicos o submetem a testes. Scully nota que os dedos do homem estão amarelos por causa da nicotina, e ela sabe o que fazer. Pede para o médico injetar nicotina em Mulder.


Duas semanas mais tarde, Mulder está de volta ao trabalho, ainda com pequenos problemas na garganta. Parece que Weaver não foi afetado como os outros indivíduos testados porque ele tinha maior capacidade de agüentar as conseqüências da droga, exatamente por apresentar alto teor de nicotina em seu organismo. E a nicotina é um dos mais antigos inseticidas conhecidos.


Scully explica a Mulder que a nicotina também o salvou, mesmo quase provocando nele, simultaneamente, uma parada respiratória. Ele diz que isso não foi tudo que a nicotina fez. Pega um pacote de cigarros Morley, e fala para a parceira que esse vício é pior que o da heroína, fazendo menção de fumar. Scully dirige a ele um olhar sério de censura, deixando claro que não quer que ele fume. Mulder então atira o pacote de cigarros no lixo. Ela diz: “Bom!”, e avisa que Skinner os está esperando em seu escritório. O agente fala que estará lá em alguns minutos. Scully sai, enquanto Mulder olha para a caixa de cigarros dentro do lixo. A câmera vira para seu rosto e a tela escurece.

COMENTÁRIOS

- Este foi o primeiro episódio de Arquivo X escrito pelos antigos roteiristas da finada série Harsh Realm, Steven Maeda e Greg Walker. A direção é de Kim Manners.

Os depoimentos abaixo são do livro "all things: Official Season 7 Episode Guide", de Marc Shapiro:


Greg Walker: "Queríamos usar 'Brand X' para darmos uma olhada na indústria do cigarro mas não para o clichê de uma corporação do mal. Queríamos encontrar o fundo emocional da história, o cientista em conflito e o sujeito que sobreviveu aos testes experimentais. Uma vez que resolvemos estes dois personagens, a história apareceu rapidamente."

David e Gillian estavam trabalhando na pós-produção de seus próprios episódios e ficaram disponíveis num tempo limitado.

Greg Walker: "Mulder ficando doente no Ato 2 e na cama do hospital nos Atos 3 e 4 foi o resultado direto do tempo limitado que tínhamos com ele. Foi mais fácil filmar um monte de coisas com ele na cama do que tê-lo em várias locações diferentes."

Mitch Pileggi: "'Brand X' foi provavelmente a principal atividade que eu tive nesta temporada. Foi muito bom ter realmente levado Skinner a campo e envolvido o personagem num verdadeiro Arquivo X."